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Publicada originalmente pela renomada The Open Court Publishing Company e agora em domínio público, esta obra é amplamente consagrada pelo extremo rigor acadêmico ao integrar o texto clássico em caracteres chineses originais, a transliteração fonética precisa e a detalhada tradução literal palavra por palavra.
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O clássico Tao Te King, na histórica edição de Paul Carus de 1898, publicada pela Open Court, está disponível para sua interação com o auxílio da Inteligência Artificial no Gemini Notebook.
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Bibliografia: LAO-TSE. Lao-Tze's Tao-Teh-King: Chinese-English. Tradução, introdução, transliteração e notas por Paul Carus. Chicago: The Open Court Publishing Company; London: Kegan Paul, Trench, Trübner & Co., 1898.
Aquele que se mantém livre de desejos contemplará a espiritualidade profunda do mundo; mas aquele que está acorrentado pelo desejo verá apenas a sua casca exterior. (Capítulo 1)
O homem santo habita na não-ação e pratica a doutrina sem palavras. Ele produz, mas não possui; trabalha, mas não reclama o mérito; realiza sua obra, mas não se apega a ela. (Capítulo 2)
O Tao é vazio, mas seu uso é inesgotável. Ele é como um abismo profundo, a origem de todas as coisas. (Capítulo 4)
O céu é eterno e a terra é duradoura. E a razão pela qual eles duram eternamente é que não vivem para si mesmos. (Capítulo 7)
O sábio coloca a si mesmo em último lugar, e no entanto acaba em primeiro; afasta a si mesmo, e no entanto se preserva. (Capítulo 7)
A suprema bondade assemelha-se à água. A água, em sua bondade, beneficia todas as coisas sem com elas competir, e ocupa de bom grado as posições mais baixas que a multidão de homens despreza. (Capítulo 8)
Na generosidade, o sábio escolhe ser benevolente. Nas palavras, escolhe a verdade. No agir, a bondade escolhe o momento oportuno; e precisamente porque não compete, ela permanece livre de qualquer reprovação. (Capítulo 8)
É melhor parar a tempo do que encher um vaso até transbordar. Se você afiar demais uma lâmina, ela logo perderá o corte. Quando o mérito é alcançado, a fama completada e a obra realizada, retirar-se é o caminho do céu. (Capítulo 9)
Nutrindo a alma e abraçando a unidade, pode você evitar a divisão? Produzir e nutrir as coisas, produzir sem possuir, agir sem cobrar mérito, liderar sem dominar: isto é a profunda virtude. (Capítulo 10)
Moldamos o barro para fazer um vaso, mas é no espaço vazio interior que reside a utilidade do vaso. Portanto, embora a existência material das coisas traga o proveito, é o não-existente nelas que as torna verdadeiramente úteis. (Capítulo 11)
Aquele que valoriza o mundo como a si mesmo pode ser encarregado de governá-lo; aquele que ama o mundo como a seu próprio corpo pode ter o mundo confiado a ele. (Capítulo 13)
Olhamos para ele e não o vemos: seu nome é o Incolor. Escutamos e não o ouvimos: seu nome é o Silencioso. Tentamos tocá-lo e não o alcançamos: seu nome é o Sutil. (Capítulo 14)
Quem é capaz de purificar as águas barrentas mantendo-as em quietude? Quem é capaz de gerar vida através do movimento calmo e gradual? (Capítulo 15)
Alcance a vacuidade extrema, mantenha a quietude com firmeza. Enquanto as dez mil coisas surgem juntas, eu contemplo o seu retorno à raiz. Retornar à raiz significa repouso; significa retornar ao destino eterno. (Capítulo 16)
Dos melhores governantes, as pessoas mal sabem que eles existem; e quando a sua tarefa é cumprida e a obra realizada com sucesso, todas as pessoas dizem: "Nós mesmos o fizemos". (Capítulo 17)
Abandone a sua santidade institucional, jogue fora a sua prudência artificial, e o povo ganhará cem vezes mais. (Capítulo 19)
Abandone o aprendizado puramente acadêmico e você estará eternamente livre de preocupações e vexames. (Capítulo 20)
O sábio não se exibe, e por isso brilha; não se autojustifica, e por isso se destaca; não se gaba, e por isso adquire mérito espiritual. Porque o sábio não compete com ninguém, ninguém no mundo inteiro é capaz de com ele competir. (Capítulo 22)
Falar pouco é o caminho natural. Um furacão não dura uma manhã inteira, nem uma tempestade dura o dia todo. (Capítulo 23)
Aquele que se exibe não brilha; aquele que se autojustifica não se destaca; aquele que se gaba não tem mérito. (Capítulo 24)
Há um ser misterioso e completo, que existia antes do céu e da terra. Silencioso, infinito, solitário e imutável. Não conheço o seu nome, então o chamo de Tao. Se forçado a descrevê-lo, eu o chamo de Grande. (Capítulo 25)
O pesado é a raiz essencial do leve; o repouso é o mestre soberano do movimento. (Capítulo 26)
Aquele que conhece a sua força masculina, mas preserva a sua suavidade feminina, torna-se o vale do mundo. (Capítulo 28)
O mundo é um vaso divino; ele não pode ser moldado ou manipulado. Quem o faz, o destrói; quem o agarra, o perde. (Capítulo 29)
Aquele que conhece os outros é inteligente, mas aquele que conhece a si mesmo é verdadeiramente iluminado. (Capítulo 33)
Aquele que vence os outros tem força física, mas aquele que vence a si mesmo é verdadeiramente poderoso. (Capítulo 33)
O Tao nunca age, e no entanto nada deixa de ser realizado. (Capítulo 37)
A virtude superior não se exibe como virtude, por isso ela é verdadeira virtude. A virtude inferior não perde de vista a virtude, por isso ela carece de virtude. (Capítulo 38)
Para buscar o aprendizado mundano, adicione algo todos os dias; para buscar a Razão, diminua algo todos os dias, até chegar à não-ação. (Capítulo 48)
Aquele que sabe não fala; aquele que fala não sabe. (Capítulo 56)
Uma jornada de dez mil milhas começa com um único e simples passo sob os seus pés. (Capítulo 64)
"Todos no mundo reconhecem o belo como belo, e assim criam a feiura; reconhecem o bem como bem, e assim criam o mal." (Capítulo 2)
"O difícil e o fácil completam-se mutuamente; o longo e o curto definem-se um ao outro; o alto e o baixo apoiam-se reciprocamente." (Capítulo 2)
"Não exalte os homens de talento artificial para que o povo comum não entre em disputa e competição destrutiva." (Capítulo 3)
"Não exiba objetos de desejo fútil para que os corações dos homens não caiam na armadilha da ganância e da perturbação." (Capítulo 3)
"O céu e a terra não são parciais em seus afetos, tratando todas as dez mil coisas com a mesma equidade silenciosa." (Capítulo 5)
"Ao escolher sua morada, prefira o lugar mais baixo; ao pensar, mantenha o seu coração profundo e calmo como as águas." (Capítulo 8)
"No trato com as pessoas, seja gentil e benevolente; ao falar, guie-se estritamente pela verdade sincera." (Capítulo 8)
"Se o seu palácio estiver cheio de ouro e pedras preciosas, você nunca será capaz de defendê-los contra a cobiça alheia." (Capítulo 9)
"A soberba e o orgulho que acompanham a riqueza e a posição elevada trazem em si mesmos a semente da própria ruína." (Capítulo 9)
"Governar as pessoas e amar o povo sem recorrer à astúcia ou a artifícios intelectuais." (Capítulo 10)
"O sábio atende ao que está dentro (suas necessidades reais) e não ao que se vê fora (os apelos dos sentidos); ele descarta o fútil e escolhe o essencial." (Capítulo 12)
"O favor social e a desonra são igualmente cheios de temor; o sucesso mundano é tão perigoso quanto o fracasso." (Capítulo 13)
"Se não tivéssemos um corpo físico egoísta para defender e exibir, que problemas poderíamos sofrer?" (Capítulo 13)
"Segurando firmemente a antiga verdade da Razão, você será capaz de governar a existência presente e entender as coisas como elas são." (Capítulo 14)
"Os sábios do passado eram cautelosos, como quem atravessa um córrego congelado no inverno; vigilantes, como quem teme seus vizinhos de todos os lados." (Capítulo 15)
"Eles eram reverentes como convidados; simples como a madeira não lapidada; amplos como os vales; e profundos como as águas calmas." (Capítulo 15)
"Conhecer o que é eterno e imutável traz tolerância de espírito; a tolerância gera a imparcialidade nas ações cotidianas." (Capítulo 16)
"Aquele que está em perfeita harmonia com o eterno é invulnerável; mesmo que seu corpo pereça, ele nunca estará em perigo." (Capítulo 16)
"Aquele cujas promessas são feitas com leviandade e pressa raramente consegue inspirar confiança duradoura." (Capítulo 17)
"Quando a grande Razão decai na sociedade, surgem os conceitos artificiais de benevolência e justiça." (Capítulo 18)
"Quando as relações familiares perdem a harmonia natural, é que surgem as leis sobre piedade filial e afeto paternal." (Capítulo 18)
"Revele sua simplicidade essencial, abrace sua pureza original, diminua o seu egoísmo e reduza os seus desejos fúteis." (Capítulo 19)
"Enquanto a multidão de homens celebra e corre atrás de prazeres mundanos, eu permaneço calmo e sereno, como um recém-nascido que ainda não aprendeu a sorrir." (Capítulo 20)
"O ditado dos antigos diz: 'O que é curvado será endireitado'; isso não foi dito em vão, pois toda verdadeira integridade retorna à sua fonte." (Capítulo 22)
"Aquele que se identifica de coração com a Razão é calorosamente acolhido pela Razão; aquele que se afasta dela colhe apenas a perda." (Capítulo 23)
"O sábio viaja o dia inteiro sem perder de vista a sua bagagem pesada de dignidade e virtude." (Capítulo 26)
"Se um governante ou chefe de família age com leviandade e frivolidade, ele perde a sua base essencial de respeito e autoridade." (Capítulo 26)
"O homem bom é o instrutor do homem que não é bom; o homem que não é bom é o material com o qual o homem bom trabalha." (Capítulo 27)
"Não valorizar o seu instrutor ou não amar o material humano sob seus cuidados, mesmo que você seja inteligente, causará grande confusão." (Capítulo 27)
"Aquele que conhece a sua força e glória, mas prefere manter-se na humildade e na obscuridade, torna-se um canal de virtude para todo o mundo." (Capítulo 28)
"Quando a simplicidade primitiva é moldada, ela se transforma em ferramentas úteis; o sábio as utiliza para servir ao bem comum de forma justa." (Capítulo 28)
"Dentre as pessoas no mundo, algumas gostam de liderar, enquanto outras preferem seguir; algumas respiram calorosamente, outras friamente." (Capítulo 29)
"Aquele que auxilia os líderes com a verdadeira Razão nunca usará as armas ou a agressão para dominar as pessoas pela força bruta." (Capítulo 30)
"Onde quer que exércitos e disputas violentas se estabeleçam, crescem espinhos e abrolhos; grandes discórdias são seguidas de tempos de escassez." (Capítulo 30)
"Aquele que se alegra com a vitória sobre seus oponentes está, na verdade, celebrando a destruição de seus próprios semelhantes." (Capítulo 31)
"O início do governo justo reside em saber dar nome às coisas; uma vez que os limites são estabelecidos, é preciso saber quando parar." (Capítulo 32)
"Aquele que conhece a moderação e a suficiência em sua vida diária é verdadeiramente rico e livre de amarras." (Capítulo 33)
"Aquele que morre, mas não se apaga do exemplo do bem, possui uma influência que dura para sempre." (Capítulo 33)
"A música agradável e as comidas deliciosas fazem o viajante comum parar; mas as palavras da Razão parecem insípidas e sem sabor ao homem fútil." (Capítulo 35)
"O que é flexível supera o que é e rígido na jornada da vida." (Capítulo 36)
"Quando a retidão interior é perdida, as pessoas a substituem por regras rígidas de conduta; quando as regras falham, resta apenas a etiqueta oca." (Capítulo 38)
"Quando o estudioso vulgar ouve falar do caminho da sabedoria, ele ri em voz alta; se ele não risse, o caminho não seria digno de ser chamado de sabedoria." (Capítulo 41)
"O movimento calmo vence o frio; a quietude paciente vence o calor; a tranquilidade do coração é o modelo correto para o mundo inteiro." (Capítulo 45)
O amor excessivo a bens e à reputação externa custa muito caro; o acumular tesouros em demasia leva inevitavelmente a perdas dolorosas. Quem se contenta com o que tem não se expõe à humilhação; quem sabe quando parar evita o perigo e viverá em segurança. (Capítulo 44)
Não há maior erro do que dar vazão à cobiça desenfreada; não há maior desgraça do que não saber se contentar com o suficiente; não há maior defeito do que o desejo insaciável de posse. Aquele que entende que o suficiente é suficiente estará sempre satisfeito. (Capítulo 46)
Sem sair de casa, é possível compreender o mundo real; sem olhar pela janela, pode-se perceber o caminho correto da Razão. Quanto mais longe uma pessoa se projeta em busca de distrações externas, menos sabedoria real ela adquire. (Capítulo 47)
O sábio não tem preconceitos ou opiniões rígidas; ele escuta com atenção e toma os sentimentos e as reais necessidades das pessoas como se fossem os seus próprios. (Capítulo 49)
Aos honestos e sinceros eu trato com boa-fé; aos desonestos e insinceros também trato com boa-fé, pois a verdadeira virtude reside em manter a integridade sob qualquer circunstância. (Capítulo 49)
Quem fecha a boca para maledicências e cerra as portas dos sentidos às distrações fúteis passará a vida livre de preocupações e fadigas desnecessárias. (Capítulo 52)
Quem abre a boca levianamente e se intromete nos negócios alheios passará a vida sem encontrar salvação ou paz até o fim dos seus dias. (Capítulo 52)
Enxergar o que é pequeno, sutil e preventivo é verdadeira clareza de visão; conservar a suavidade e a resiliência diante das crises é a prova de uma força autêntica. (Capítulo 52)
O grande caminho da vida é plano e seguro, mas as pessoas frequentemente insistem em buscar atalhos perigosos e ilusórios. (Capítulo 53)
Quando os campos estão cheios de ervas daninhas por abandono e os celeiros vazios por negligência, mas os líderes ostentam roupas luxuosas, espadas afiadas e excesso de comida, isso é o orgulho dos ladrões e um desvio do caminho. (Capítulo 53)
O que está bem plantado no caráter não será arrancado; o que está bem segurado pela ética não escapará. A conduta exemplar de quem vive assim será lembrada com respeito pelas próximas gerações. (Capítulo 54)
Cultive a virtude em si mesmo, e ela será autêntica; cultive-a na família, e ela será abundante; cultive-a na comunidade, e ela se espalhará para o bem de todos. (Capítulo 54)
Conhecer a harmonia nas relações diárias é conhecer a lei eterna; e conhecer o que é eterno é ter iluminação mental. Tentar forçar o crescimento natural das coisas traz fadiga, e deixar-se dominar por impulsos coléricos é sinal de fraqueza. (Capítulo 55)
Quanto mais leis, proibições e restrições artificiais são impostas, mais o povo empobrece em sua criatividade e moralidade; quanto mais truques e espertezas as pessoas inventam, mais desordem surge no grupo. (Capítulo 57)
O sábio é reto como um quadrado, mas não fere; é polido e firme, mas não usa sua inteligência para humilhar ou ofuscar os outros. (Capítulo 58)
Para governar as pessoas com sabedoria e gerenciar o próprio dia a dia, nada é mais valioso do que a prática constante da moderação e da autodisciplina. (Capítulo 59)
Gerencie um grande grupo ou uma grande empresa com o mesmo cuidado e delicadeza com que você fritaria um peixe pequeno: evite mexer e interferir constantemente para não destruí-lo. (Capítulo 60)
O mar torna-se o rei de todos os rios porque sabe se colocar abaixo deles; assim, o sábio que deseja liderar o povo deve colocar-se atrás dele, servindo com humildade. (Capítulo 66)
Tenho três tesouros preciosos que guardo e protejo no meu cotidiano: o primeiro é a compaixão profunda; o segundo é a economia; o terceiro é a humildade de não querer sobressair-se sobre os outros. (Capítulo 67)
Sendo compassivo, você encontrará coragem para agir pelo bem; sendo econômico, terá recursos para ser generoso; e sendo humilde, estará livre de disputas de ego e poderá liderar com sabedoria. (Capítulo 67)
O guerreiro excelente não é violento; o combatente excelente não se deixa dominar pela ira. Aquele que sabe resolver problemas com inteligência vence sem precisar entrar em disputa direta. (Capítulo 68)
Saber e admitir honestamente que não se sabe é a verdadeira sabedoria; não saber e fingir saber é uma falha moral grave que gera confusão e arrogância no grupo. (Capítulo 71)
A coragem voltada para a audácia temerária leva ao perigo e à morte; a coragem voltada para a prudência e preservação mútua assegura a vida. (Capítulo 73)
O homem nasce flexível, terno e adaptável; ao morrer, torna-se rígido, duro e inflexível. Portanto, a flexibilidade é a grande companheira da vida, enquanto a rigidez caminha lado a lado com a decadência. (Capítulo 76)
Quando um grande conflito é resolvido, sempre resta algum ressentimento latente se as partes buscarem apenas seus direitos. Portanto, o sábio cumpre com a sua parte do acordo e não exige dos outros. O homem virtuoso foca em cumprir suas obrigações, enquanto o sem virtude foca em cobrar seus direitos. (Capítulo 79)
O sábio não acumula riquezas ou méritos para si mesmo. Quanto mais ele faz para ajudar os outros, mais seu próprio ser se enriquece; quanto mais ele doa generosamente, mais abundante se torna a sua própria vida. (Capítulo 81)
Bibliografia: LAO-TSE. Lao-Tze's Tao-Teh-King: Chinese-English. Tradução, introdução, transliteração e notas por Paul Carus. Chicago: The Open Court Publishing Company; London: Kegan Paul, Trench, Trübner & Co., 1898.
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