Observe nas Escrituras como Deus enfatiza a necessidade de conhecer o homem e de ser conhecido por ele.
Todavia, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: o Senhor conhece os que são d’Ele; e todo aquele que invoca o nome do Senhor deve afastar-se da injustiça. (2 Timóteo 2:19)
Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem. (1 João 10:14)
Se alguém ama a Deus, esse é conhecido por Ele. (1 Coríntios 8:3)
Vede que grande amor o Pai nos concedeu, a ponto de sermos chamados filhos de Deus, e de fato somos. Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. (1 João 3:1)
Nem todo aquele que me diz: “Senhor, Senhor” entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: “Senhor, Senhor, não é verdade que no teu nome expulsamos demônios e no teu nome fizemos muitos milagres?” Então lhes direi: “Nunca vos conheci! Afastai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mateus 7:21-23)
Diante de tudo o que foi exposto em todo o texto anterior, “Conheceu”, e com esses versículos acima citados, compreendo que não deveríamos nomear “os salvos e eleitos” como “os predestinados”, mas sim como “os conhecidos”.
Deus declara não conhecer aquele que nunca entrou em comunhão com Ele. Portanto, de acordo com as Escrituras Sagradas, o juízo divino não é o resultado de um decreto frio e arbitrário, mas da ausência de um relacionamento com Deus.
A eleição, nas Escrituras, não nasce de uma escolha mecânica ou impessoal, mas de um conhecimento relacional que se manifesta em amor e fidelidade.
Por isso, no fim, a salvação e a condenação, os eleitos e os não eleitos, não serão definidos entre os predestinados e os não predestinados, mas sim entre os conhecidos e os não conhecidos.