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Observação: a IA pode cometer erros.
Deveria eu comparar-te a um dia de verão?
Tu és muito mais amável e constante.
Ventos impetuosos agitam os lindos botões de maio,
E o arrendamento do verão tem um prazo curto demais.
Às vezes, o sol, o olho do céu, brilha com calor excessivo,
E não raro sua face dourada se obscurece.
E toda beleza, um dia, da beleza declina.
Pelo acaso ou pelo curso mutável da natureza, despida de seu viço.
Mas o teu eterno verão não perecerá,
Nem perderás a posse dessa beleza que possuis.
Nem a morte se gabará de que vagueias em sua sombra,
Quando em versos eternos tu cresces junto ao tempo;
Enquanto homens puderem respirar ou olhos puderem ver,
Viverá este poema, e ele te dará vida.
Tradução e releitura de Thiago Silva
Shall I compare thee to a summer's day?
Thou art more lovely and more temperate:
Rough winds do shake the darling buds of May,
And summer's lease hath all too short a date:
Sometime too hot the eye of heaven shines,
And often is his gold complexion dimm'd;
And every fair from fair sometime declines,
By chance, or nature's changing course, untrimm'd;
But thy eternal summer shall not fade,
Nor lose possession of that fair thou owest;
Nor shall Death brag thou wander'st in his shade,
When in eternal lines to time thou growest;
So long as men can breathe, or eyes can see,
So long lives this, and this gives life to thee.
Que eu não admita impedimentos
ao casamento de almas verdadeiras.
Amor não é amor.
Se ele muda quando encontra mudanças.
Ou se afasta quando o outro se afasta.
Oh, não! Ele é um marco eterno e inabalável.
Que encara tempestades sem jamais vacilar.
É a estrela-guia para todo barco errante.
Seu valor é infinito, e seu tamanho não pode ser medido.
O amor não é brinquedo do Tempo.
Embora lábios e faces rosadas caiam sob a curva de uma foice.
O amor não se altera com suas poucas horas e semanas.
Mas perdura até o limiar do fim dos tempos.
Se isso for erro, e em mim comprovado,
eu nunca mais escreverei, nem homem algum jamais amou.
Tradução e releitura de Thiago Silva
Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments. Love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove:
O, no! it is an ever-fixed mark,
That looks on tempests, and is never shaken;
It is the star to every wandering bark,
Whose worth's unknown although his height be taken.
Love's not Time's fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle's compass come;
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
If this be error, and upon me prov'd,
I never writ, nor no man ever loved.
Ser ou não ser, eis a questão. Que é mais nobre para o espírito: sofrer os dardos e as setas de um fado atroz ou armar-se contra um mar de calamidades e, opondo-lhes o peito, dar-lhes o fim? Morrer... dormir; não mais. E, por um sono, dizer que findou o cruel abalo do coração e os mil choques
naturais a que a carne é herdeira; eis uma consumação que devotamente se deseja.
Morrer... dormir; dormir, talvez, sonhar! Eis aí o obstáculo. Porque é forçoso indagar que sonhos podem sobrevir nesse sono da morte, quando nos tivermos despojado deste invólucro mortal, e isso nos obriga a hesitar. É esse o respeito que dá à desgraça uma vida tão longa.
Porque quem suportaria os flagelos e os desdéns do mundo, a injustiça do opressor, as contumélias do soberbo, as angústias do amor desprezado, as demoras da lei, a insolência dos que mandam e os pontapés que o mérito paciente recebe dos indignos, quando podia, por suas próprias mãos, alcançar o repouso com um simples punhal?
Quem suportaria a fadiga, suando e gemendo sob o peso de uma vida trabalhosa, se não fosse o temor de alguma coisa depois da morte, esse país ignorado, de cujas raias nenhum viajante regressou, que nos perturba a vontade e nos faz antes suportar os males que temos do que voar para outros que não conhecemos?
Assim, a consciência faz de todos nós uns covardes; e assim a cor natural da resolução se desmaia ao pálido reflexo do pensamento, e empresas de grande alento e momento, por esta consideração, desviam o seu curso e perdem o nome de ação.
"O amor não olha com os olhos, mas com a alma; e por isso o alado Cupido é pintado cego." (Sonho de uma Noite de Verão)
"O amor verdadeiro é uma estrela guia para as embarcações perdidas, cujo valor é imensurável, embora sua altura seja conhecida." (Soneto 116)
"Se a música é o alimento do amor, continuai tocando até que a alma se sacie." (Noite de Reis)
"O amor é uma fumaça que se eleva com o vapor dos suspiros dos amantes." (Romeu e Julieta)
"Duvida que as estrelas sejam fogo; duvida que o sol se mova; duvida da verdade como mentirosa; mas nunca duvides do meu amor." (Hamlet)
"A minha generosidade é tão ilimitada quanto o mar, e o meu amor tão profundo; quanto mais te dou, mais tenho, pois ambos são infinitos." (Romeu e Julieta)
"O curso do amor verdadeiro nunca correu sem sobressaltos ou tempestades." (Sonho de uma Noite de Verão)
"O amor corre ao encontro do amor como os estudantes fogem de seus livros com alegria." (Romeu e Julieta)
"Ama a todos, confia em poucos, e não faças mal a ninguém nesta vida." (Bem Está o que Bem Acaba)
"O amor não é amor se se altera quando encontra alteração, ou se curva ante o poder do removedor." (Soneto 116)
"Aqueles que amam em silêncio são os que guardam a mais profunda devoção dentro do peito." (Dois Cavalheiros de Verona)
"Quem alguma vez amou de verdade, que não tenha amado à primeira vista?" (Como Gostais)
"O amor é apenas uma loucura santa e aceitável, que eleva o homem acima de sua rudeza." (Como Gostais)
"As feridas causadas pelo amor cicatrizam apenas quando o orgulho ferido se rende ao perdão mútuo." (Dois Cavalheiros de Verona)
"Falar de amor na calada da noite é como ouvir a mais doce harmonia celestial." (Romeu e Julieta)
"Nenhum tesouro ou legado na terra é tão rico quanto a honestidade no amor e na palavra empenhada." (Bem Está o que Bem Acaba)
"Uma única gota de verdadeiro afeto vale mais do que todo um oceano de pura vaidade intelectual." (O Mercador de Veneza)
"Não jures pela lua, a inconstante lua, que muda mensalmente em sua órbita, para que teu amor não seja igualmente variável." (Romeu e Julieta)
"O amor é um espírito divino e luminoso que purifica a nossa rude natureza humana." (Trabalhos de Amor Perdidos)
"Eles amam pouco aqueles que conseguem mensurar e expressar em palavras o tamanho de seu afeto." (Dois Cavalheiros de Verona)
"O amor é a sabedoria dos tolos e a maior loucura dos sábios." (Como Gostais)
"O amor não se deixa vencer pelo tempo, embora os lábios e as faces rosadas caiam sob a foice ceifeira deste último." (Soneto 116)
"Noites de insônia são pequenos tributos que a alma alegremente paga ao altar da paixão." (Dois Cavalheiros de Verona)
"Se és feito da essência mais pura, como pode o teu amor fraquejar diante da primeira tormenta?" (Soneto 20)
"O amor consola como o sol brilha após a chuva mais escura e fria." (Vênus e Adônis)
"Os olhos dos amantes enxergam mais do que o intelecto mais aguçado dos filósofos." (Trabalhos de Amor Perdidos)
"Não há disfarce no mundo que consiga ocultar o amor por muito tempo onde ele realmente existe, nem simulá-lo onde falta." (Como Gostais)
"O amor é como uma criança que anseia por tudo o que está fora de seu alcance imediato." (Dois Cavalheiros de Verona)
"A ferida invisível do amor dói muito mais do que o golpe físico da espada mais afiada." (Como Gostais)
"O afeto sincero não necessita de pompas ou promessas barulhentas para provar sua constância." (O Mercador de Veneza)
"Se deves amar-me, que seja apenas por amor ao próprio amor, e não por piedade ou favor passageiro." (Soneto 49)
"O amor faz com que o homem mais forte se curve com a humildade de um servo fiel." (Trabalhos de Amor Perdidos)
"A voz dos amantes na calada da noite soa como a mais suave melodia para os ouvidos atentos dos anjos." (Romeu e Julieta)
"O ciúme é um monstro de olhos verdes que zomba da carne de que se alimenta." (Otelo)
"Nenhum coração é tão duro que o calor de um afeto persistente e sincero não consiga abrandar." (Conto de Inverno)
"O amor sincero é um tesouro que se multiplica infinitamente à medida que é compartilhado." (Romeu e Julieta)
"Quem não ama as próprias imperfeições do ser amado não conhece a verdadeira essência do afeto." (Soneto 141)
"A distância física é apenas um teste para avaliar a força e a têmpera de um amor verdadeiro." (Soneto 44)
"Prefiro mil vezes um silêncio carregado de afeto do que um discurso eloquente, porém vazio de calor." (Muito Barulho por Nada)
"O amor é uma força indomável que desafia as leis dos reis e o bom conselho dos anciãos." (Romeu e Julieta)
"A doçura de um olhar amigável pode curar as dores que as riquezas do mundo não conseguem aplacar." (Soneto 29)
"O amor que se cala ante a presença do ser amado fala com a eloquência mais bela e comovente." (Soneto 23)
"Onde o afeto é plantado com verdade, o tempo não consegue colher as sementes da discórdia." (A Tempestade)
"O abraço do ser amado é um castelo inexpugnável contra as flechas da inconstante fortuna." (Soneto 91)
"A paixão pura acende um fogo no peito que as águas do oceano inteiro não conseguem apagar." (Vênus e Adônis)
"Os suspiros de um amante apaixonado movem as nuvens da melancolia existencial." (Trabalhos de Amor Perdidos)
"O verdadeiro amor é um voto silencioso de fidelidade eterna que a alma faz a si mesma." (Soneto 116)
"O afeto que resiste à pobreza e ao infortúnio revela-se feito do ouro mais puro do caráter." (Rei Lear)
"No templo do amor, as promessas não precisam de testemunhas além da própria consciência." (Romeu e Julieta)
"Se o amor nos torna tolos, que continuemos loucos para sempre sob a sua divina tutela." (Como Gostais)
"Ser ou não ser, eis a suprema questão que assombra o espírito humano." (Hamlet)
"Há mais mistérios ocultos no céu e na terra do que ousa sonhar a vossa vã filosofia." (Hamlet)
"Somos tecidos da mesma matéria que os sonhos, e a nossa curta existência é cercada pelo silêncio do sono." (A Tempestade)
"O mundo inteiro é um palco majestoso, e todos os homens e mulheres não passam de meros atores." (Como Gostais)
"Não há nada essencialmente bom ou mau na terra; é o nosso pensamento que cria essas distinções." (Hamlet)
"A vida é uma sombra que caminha; um pobre actor que se pavoneia e se agita por uma hora no palco e depois não é mais ouvido." (Macbeth)
"A existência é uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, mas vazia de qualquer significado." (Macbeth)
"O destino governa as nossas circunstâncias, mas a nossa vontade interior deve ser a senhora de nossos passos." (Julio Cesar)
"Nossas dúvidas são traidoras cruéis, que nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar pelo simples medo de tentar." (Medida por Medida)
"Choramos ao nascer porque fomos forçados a entrar neste imenso e ruidoso teatro de loucos." (Rei Lear)
"O tempo corre com passos distintos para diferentes pessoas, de acordo com o peso de sua dor ou a leveza de sua alegria." (Como Gostais)
"Não tenteis adiantar o ponteiro das horas; o tempo conhece a estação exata para amadurecer todas as coisas." (Conto de Inverno)
"O ouro exterior engana os olhos dos tolos, mas não oculta a poeira e a podridão que habitam o interior." (O Mercador de Veneza)
"Ser honesto e verdadeiro, no mundo em que habitamos, é ser um homem escolhido entre dez mil." (Hamlet)
"As dores ligeiras encontram alívio nas palavras; as grandes dores calam-se e quebram o coração em silêncio." (Macbeth)
"A paciência é a virtude soberana que nos protege quando os ventos da fortuna sopram contra o nosso peito." (Otelo)
"Podemos trancar as portas de nossos castelos de pedra, mas nunca os portões de nossas memórias." (Hamlet)
"O passado nada mais é do que um breve prólogo para a grande peça dramática que ainda iremos encenar." (A Tempestade)
"Não culpeis as estrelas celestes pelos vossos fracassos; a culpa de nossa ruína reside inteiramente em nós mesmos." (Julio Cesar)
"A esperança de um bem futuro é o único bálsamo que atenua as feridas que hoje parecem incuráveis." (Ricardo II)
"O tolo julga-se imensamente sábio, mas o verdadeiro sábio reconhece que não passa de um humilde tolo." (Como Gostais)
"Os covardes experimentam a amargura da morte muitas vezes antes de seu fim; os bravos provam a morte apenas uma vez." (Julio Cesar)
"A dúvida prudente é o farol que guia o espírito do sábio pelas águas escuras da incerteza." (Troilo e Cressida)
"Nossos corpos são jardins férteis, e as nossas vontades são os jardineiros que decidem o que plantar ou extirpar." (Otelo)
"A vida humana não passa de uma breve e trêmula chama de vela exposta ao vento do tempo." (Macbeth)
"A mentira pode correr livremente pela terra, mas a verdade sempre a encontra e desmascara sua face no final." (Hamlet)
"A consciência de nossas fraquezas morais nos torna a todos covardes diante do espelho do tempo." (Hamlet)
"O esquecimento é a sepultura silenciosa onde enterramos as nossas maiores glórias e as nossas mais profundas dores." (Ricardo III)
"Não há trevas verdadeiras no mundo, senão a densa ignorância e a superstição que aprisionam a mente humana." (Noite de Reis)
"O silêncio é, na maioria das vezes, o mais perfeito e honesto mensageiro de nossa verdadeira paz interior." (Muito Barulho por Nada)
"A verdade eterna não necessita de artifícios ou ornamentos; sua voz é sempre simples, firme e majestosa." (Conto de Inverno)
"A pressa cega os olhos e faz tropeçar aqueles que correm rápido demais sem examinar o terreno." (Romeu e Julieta)
"A ira é um corcel fogoso que, se não for domado com firmeza, cansa e derruba o seu próprio cavaleiro." (Henrique VIII)
"O riso sincero e comedido é o remédio mais eficaz para aliviar os pesados fardos de nossa existência terrena." (A Comédia dos Erros)
"A verdadeira bravura não reside no desembainhar da espada, mas em saber quando mantê-la guardada com honra." (Henrique IV)
"A clemência é duas vezes abençoada: enobrece aquele que a concede e conforta aquele que a recebe." (O Mercador de Veneza)
"Seja, acima de tudo, fiel a ti mesmo; e desse princípio nascerá, como o dia segue a noite, que não serás falso com ninguém." (Hamlet)
"O resto é silêncio, e no silêncio repousa a resposta para todos os mistérios da vida." (Hamlet)
"A velhice assemelha-se ao inverno rigoroso, mas as memórias de uma vida virtuosa aquecem o espírito." (As Alegres Comadres de Windsor)
"O tempo desmascara os tiranos e coroa a justiça com a imortalidade que a história preserva." (O Rapto de Lucrécia)
"Nenhum homem livre deveria curvar sua consciência diante do poder efêmero e corrupto dos reis terrenos." (Ricardo II)
"As tempestades que enfrentamos no mundo exterior servem apenas para testar a têmpera de nossa âncora interna." (A Tempestade)
"A vaidade humana é uma bolha flutuante que se desfaz ao menor sopro da dura realidade." (Ricardo III)
"A sabedoria não habita nas palavras difíceis e discursos pomposos, mas nos atos silenciosos e comedidos." (Medida por Medida)
"Mais vale um tolo alegre e honesto do que um sábio sisudo e cheio de sua própria importância fictícia." (Noite de Reis)
"O medo do desconhecido paralisa o homem, impedindo-o de navegar em direção aos seus horizontes de glória." (Julio Cesar)
"Nossos erros e tropeços funcionam frequentemente como os melhores guias para a nossa correção futura." (Bem Está o que Bem Acaba)
"A vida não é medida pelo número de invernos que suportamos, mas pela dignidade com que vivemos cada primavera." (Conto de Inverno)
"O caráter de um homem é revelado não quando tudo corre favoravelmente, mas quando a tempestade desaba sobre sua cabeça." (Troilo e Cressida)
"Terminemos com honra, dignidade e coragem a jornada terrena que o destino nos concedeu trilhar." (Henrique V)
Two Gentlemen of Verona (Dois Cavalheiros de Verona)
The Taming of the Shrew (A Megera Domada)
First Part of King Henry VI (Henrique VI, Parte 1)
Second Part of King Henry VI (Henrique VI, Parte 2)
Third Part of King Henry VI (Henrique VI, Parte 3)
The Life and Death of King Richard III (Ricardo III)
The Comedy of Errors (A Comédia dos Erros)
Titus Andronicus (Tito Andrônico)
Love's Labour's Lost (Trabalhos de Amor Perdidos)
Romeo and Juliet (Romeu e Julieta)
The Life and Death of King Richard II (Ricardo II)
A Midsummer Night's Dream (Sonho de uma Noite de Verão)
The Life and Death of King John (Rei João)
The Merchant of Venice (O Mercador de Veneza)
First Part of King Henry IV (Henrique IV, Parte 1)
Second Part of King Henry IV (Henrique IV, Parte 2)
Much Ado About Nothing (Muito Barulho por Nada)
King Henry V (Henrique V)
Julius Caesar (Júlio César)
As You Like It (Como Gostais)
Hamlet (Hamlet, Príncipe da Dinamarca)
The Merry Wives of Windsor (As Alegres Comadres de Windsor)
Twelfth Night (Noite de Reis; ou, O Que Quiserdes)
Troilus and Cressida (Tróilo e Créssida)
Measure for Measure (Medida por Medida)
Othello (Otelo, o Mouro de Veneza)
All's Well That Ends Well (Bem Está o que Bem Acaba)
King Lear (Rei Lear)
Macbeth (Macbeth)
Antony and Cleopatra (Antônio e Cleópatra)
Coriolanus (Coriolano)
Timon of Athens (Tímon de Atenas)
Pericles (Péricles, Príncipe de Tiro)
Cymbeline (Cimbelino)
The Winter's Tale (O Conto de Inverno)
The Tempest (A Tempestade)
King Henry VIII (Henrique VIII)
Venus and Adonis
The Rape of Lucrece
A Lover's Complaint
The Passionate Pilgrim
Sonnets to Sundry Notes of Music
+ 154 sonetos sem título
Amanhã, e amanhã, e amanhã, desliza nesse passo vagaroso, de dia em dia, até a última sílaba do tempo assinalado; e todos os nossos ontens têm alumiado aos loucos o poeirento caminho da morte. Apaga-te, apaga-te, luz passageira! A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre cômico que se pavoneia e agita a sua hora no palco e, depois, não é mais ouvido: é um conto, contado por um idiota, cheio de som e de fúria, não significando nada.
Tradução de Dom Luís I
A qualidade da misericórdia não é forçada; ela goteja como a chuva doce do céu sobre o lugar que lhe fica abaixo. É duas vezes abençoada: abençoa o que a dá e o que a recebe. É o maior dos poderes nos mais poderosos; assenta melhor no monarca do que a própria coroa (...) O poder terreno revela-se mais semelhante ao poder de Deus quando a misericórdia tempera a justiça.
Tradução de Raimundo António de Bulhão Pato
Romeu, Romeu! Por que és tu, Romeu? Renega o teu pai e recusa o teu nome; ou, se não o quiseres, jura-me apenas o teu amor, e eu não serei mais uma Capuleto.
É apenas o teu nome que é meu inimigo; tu és tu mesmo, e não um Montequio. Que é um Montequio? Não é mão, nem pé, nem braço, nem rosto, nem parte alguma que pertença a um homem. Oh, sê um outro nome!
Que há num nome? Aquilo a que chamamos rosa, com qualquer outro nome, exalaria o mesmo doce perfume; assim também Romeu, se não se chamasse Romeu, conservaria a mesma preciosa perfeição que possui sem esse título.
Romeu, despoja-te do teu nome e, em troca dele, que não faz parte de ti, toma-me toda a mim!
Tradução de Domingos Ramos
O mundo inteiro é um palco, e todos os homens e mulheres não passam de meros atores. Eles têm suas saídas e suas entradas; e um só homem, em seu tempo, interpreta muitos papéis, sendo os seus atos divididos em sete idades. [...] A última cena de todas, que encerra esta estranha e cheia de eventos história, é a segunda infância e o mero esquecimento: sem dentes, sem olhos, sem paladar, sem nada.
Tradução e releitura de Thiago Silva
Amigos, romanos, concidadãos, prestai-me atenção. Venho para sepultar César, não para louvá-lo. O mal que os homens fazem sobrevive a eles. O bem é, muitas vezes, sepultado com os ossos.
Tradução e releitura de Thiago Silva
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