Conhece-te a ti mesmo.
Sócrates
A busca mais profunda do coração humano costuma começar com uma pergunta: quem eu sou? No entanto, as Escrituras revelam que a resposta a essa pergunta, quando termina em nós mesmos, nunca será suficiente.
O homem pode olhar para dentro de si, examinar seus pensamentos, sentimentos, emoções, desejos e toda a sua história e, ainda assim, permanecer sem respostas que realmente satisfaçam sua alma acerca de sua própria identidade e existência. A razão é simples: a identidade humana não tem origem no próprio homem, mas naquele que o criou.
Por isso, a busca mais profunda do “conhece-te a ti mesmo” não termina na resposta de “quem eu sou?”, mas na compreensão de “quem é o meu Criador?”.
Quando o homem começa a conhecer o seu Criador, algo misterioso acontece: ele começa, ao mesmo tempo, a conhecer a si mesmo de maneira mais verdadeira.
Quanto menos o homem fixa o olhar em si mesmo e mais contempla o Criador, mais se aproxima de sua própria identidade. Ao conhecer aquele que o formou, ele começa a compreender o sentido de sua própria existência.
As Escrituras dão uma pista sobre esse mistério quando declaram: “Porque n’Ele vivemos, nos movemos e existimos.” [1]
Isso significa que a existência de todo ser humano não é totalmente autônoma. Ninguém vive totalmente alheio aos olhos do Criador. Nós só existimos porque Ele criou toda a existência.
Toda a nossa vida, nossos movimentos e o nosso próprio ser estão ligados ao Criador de alguma forma. Portanto, quando nos afastamos do conhecimento de quem é o Criador, afastamo-nos também do conhecimento de quem realmente somos.
Somente conhecendo a identidade do Criador é que o ser humano finalmente conhecerá o sentido de sua própria identidade. A resposta que tanto buscamos para saciar a nossa sede de conhecimento encontra descanso na seguinte compreensão: quanto mais conhecemos o EU SOU, mais conhecemos quem realmente somos.
Referência
[1] Atos 17:28