Não há Yahweh; não há um único Criador e não preciso de nenhum redentor. O que é luz ou trevas depende do meu ponto de vista, porque eu defino o sentido da vida.
O bem e o mal dependem da minha conveniência; para mim, tudo é neutro na essência. Eu defino o certo e o errado por minha própria autoridade. Considero-me o autor da suprema verdade.
Se de fato existir um Deus, terei de me submeter, e isso é exatamente o que não quero fazer. Não quero prestar contas dos meus atos a ninguém; é bem melhor viver sem a ideia de um além.
Não acredito em nada além da morte; desejo apenas a sorte de me gloriar em tudo o que meu coração desejar.
Não é possível que haja um Deus Todo-Poderoso que responde orações, porque olho à minha volta e vejo muitas imperfeições.
O universo, de fato, anuncia um Criador, mas eu não lhe darei o devido valor. Eu quero proclamar a minha independência; busco autonomia ilimitada no teatro da existência.
Por essas razões, caminho em direções que me desviam do bem verdadeiro e acabo servindo ao mal por inteiro.