O tolo me diz suas razões, o sábio me convence com minhas próprias razões.
Aristóteles
Confesso que nunca planejei ser escritor. A literatura nunca foi um projeto pessoal nem um plano de carreira. Meu plano sempre foi ser músico e atuar como saxofonista.
O divisor de águas aconteceu no ano de 2019, por meio de um sonho que mudou minha vida para sempre.
Sonhei que via duas mãos e dois antebraços estendidos em minha direção, segurando uma caixa de madeira aberta. Dentro dela, havia dezenas de ovos de ouro brilhantes.
Quando olhei para a caixa, uma voz falou comigo no sonho:
— Eu estou te dando um presente do qual você não faz nem ideia do quanto vale.
Ao acordar, percebi que minha mente estava muito diferente. Senti uma capacitação sobrenatural para transformar meus anos de caminhada com o Evangelho em frases, metáforas, poemas e versos. Para não perder aquilo que estava "borbulhando na minha mente e no meu coração", comecei a registrar esses textos no Instagram.
O que nasceu apenas como um arquivo pessoal foi tomando forma, crescendo, e depois senti que deveria escrever um livro.
No entanto, quando decidi organizar a obra, enfrentei um dilema. Tentei escrever de forma técnica, como um artigo científico e teológico, nos moldes acadêmicos tradicionais, mas não consegui passar do segundo parágrafo. Eu sentia um bloqueio.
Foi então que tive um sonho. Sonhei que um amigo, que toca um instrumento de sopro há muitos anos, que no Brasil é conhecido como “trompa”, veio até mim e disse:
— Thiago, eu quero tocar o clarinete.
Surpreso com tal declaração, perguntei:
— Por que você quer tocar o clarinete? Afinal, são, no mínimo, cinco anos estudando um instrumento para atingir um nível satisfatório. Por que mudar de instrumento agora, depois de tantos anos tocando trompa?
Respondeu o meu amigo:
— Você não acha que o clarinete tem um som mais doce?
Acordei e fiquei com essa pergunta em mente, tentando entender o que o Criador queria me ensinar por meio desse sonho. Esse modelo de pergunta retórica, cuja resposta já está implícita, é bem típico do Criador. Ele busca nos convencer com nossas próprias razões
Então, após quinze dias refletindo sobre essa pergunta, veio-me à memória o versículo de Provérbios 16:21, que afirma: “A doçura no falar aumenta o saber”. Esse versículo me fez perceber a minha dificuldade em escrever de forma científica e que escrever de forma leve e poética era o que o Criador queria de mim, e foi para isso que Ele me capacitou. Nesse mesmo dia, escrevi cerca de quinze textos poéticos que estavam “borbulhando” dentro de mim.
Percebi também que é falsa a ideia de que Jesus ensinava com palavras duras. Jesus foi rude apenas em casos extremos. De modo geral, Ele ensinava de forma mansa e com autoridade.
Não é sem razão que o coração do Antigo Testamento é formado por cinco livros poéticos: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos. A linguagem poética é o “filé mignon” da literatura.
E foi assim que este livro, “O Amor é Soberano”, foi tomando forma ao longo de cinco anos de escrita. Procurei encontrar palavras agradáveis e escrevê-las com retidão, palavras de verdade.[1]
Este livro é composto por poemas, prosas e artigos pessoais. Ele é uma resposta ao sentido da vida e uma exposição profunda do amor ágape. Levarei você a meditar em “águas muito profundas” e oferecerei um novo olhar sobre algumas das passagens mais populares da Bíblia Sagrada acerca do amor incondicional, dos mistérios da fé, da esperança e, sobretudo, da sua própria relação com o Criador.
Com uma linguagem poética, leve e acessível, abrirei a porta para o seu autoconhecimento, desvelarei a verdadeira identidade do Criador e suas principais leis universais e imutáveis, mostrarei também o caminho entre você e a sua salvação e os segredos de uma vida em plenitude, e, assim, o deixarei mais próximo de Cristo Jesus.
O que recebi do Criador, isso entregarei: em nome de Jesus, conheça o Amor.
Referência
[1] Eclesiastes 12:10.
Eu decidi ficar com amor, o ódio é um fardo muito grande para suportar.
Martin Luther King Jr.