Os olhos dizem o que não conseguimos dizer de outro jeito. Os olhares são mais profundos que as palavras. Dizem, em silêncio, o “eu te amo” mais musical de se escutar.
Os olhos são tão sinceros que revelam até a tristeza que os lábios tentam esconder. Eles procuram, do lado de fora, aquilo de que o coração ansiosamente quer se alimentar.
Eles brilham, olhando para o infinito, quando o infinito é compreendido do lado de dentro do peito. Talvez, por isso, o homem permaneça inquieto e insatisfeito, esperando o dia em que olhará nos olhos do Criador.
Talvez, por isso, nossa alma clame, dizendo:
— Senhor, olha pra mim com favor, ensina-me teus decretos. Olha pra mim, Senhor. Ilumina os meus olhos; do contrário, dormirei o sono da morte.[1]
O Senhor olha dos céus para toda a humanidade, para ver se alguém é sábio, para ver se há alguém que busca a Deus.[2]
O Senhor olha dos céus para todas as pessoas, para ver se há alguém que entenda, para ver se há alguém que deseja Deus.
Referências
[1] Salmos 119:135 | Salmos 13:3
[2] Salmos 14:2 | Salmos 53:2